Técnico de Apoio Psicossocial


“O técnico de Apoio Psicossocial é o profissional qualificado apto a promover, autonomamente ou integrado em equipas multidisciplinares, o desenvolvimento psicossocial de grupos e comunidades no domínio dos cuidados sociais e de saúde e da intervenção social e comunitária.”
Direção-Geral, Formação Vocacional – Ministério da Educação, documento obtido em: http:://www.anq.gov.pt, consultado a 17 março de 2011

            O técnico de Apoio Psicossocial (TAP), está determinado a realizar “uma tarefa profundamente humana”, tendo como objectivo principal preservar na vida dos indivíduos a sua segurança íntima, a sua prespetiva e desempenho pessoal, o seu sentimento comunitário e a sua afetividade. Este, pretende ainda promover uma melhor qualidade de vida junto dos seus públicos-alvo.

            Como o Animador Sociocultural, o TAP também tem principais funções a desempenhar autonomamente ou em grupo, com o público-alvo. Essas funções são:
·         Identificar um problema e fazer o diagnóstico de necessidades;
·         Definir os objectivos e as melhores estratégias;
·         Planear e organizar todo o projecto;
·         Intervir;
·         Avaliar;
·         Elaborar relatórios.

O que diferencia o técnico de Apoio Psicossocial e o Animador Psicossocial, são as suas áreas de intervenção. Enquanto o Animador intervém com dinâmicas lúdicas e pedagógicas, o TAP também actua com essas áreas, mas sobretudo a área que marca a diferença, a terapêutica.
Deste modo, o TAP pode desempenhar o seu papel em diferentes âmbitos e públicos-alvo, com objectivos diversos, tendo várias funções a empenhar dentro do desenvolvimento de cada projecto.
Existem características que um TAP está relacionado:

Educador: pois estimula os grupos, procurando levá-los a mudanças de atitudes, sobretudo levá-los da passividade à actuação;

Agente social: já que exerce as suas funções não só com indivíduos isolados, mas com grupos;

 Relacionador: visto ser capaz de estabelecer uma comunicação positiva entre indivíduos e grupos.

Para finalizar o papel do TAP, temos de referir algo que é muito importante: a Trilogia dos Três Saberes.
·        
           SABER SER: competências pessoais/humanas. Tratam-se acima de tudo, de características pessoais que podem e devem ser trabalhadas para que o TAP adapte a sua maneira de ser a um processo comunicativo eficaz com os variados públicos com que trabalha.

·           SABER ESTAR: trata-se do modo de estar. Do relacionamento que se estabelece com os utentes. Importa referir a postura, os gestos, todo o processo comunicativo corporal e que é de extrema importância.

·             SABER FAZER: conhecimento e a aplicação adequadas dos conteúdos apreendidos numa formação profissional especializada. É este saber fazer que importa actualmente cada vez mais, perante uma sociedade com necessidades cada vez mais variadas.

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