A
Doença Mental pode ser entendida como uma variação mórbida do dito “normal”,
variação esta capaz de produzir prejuízo na performance global da pessoa
(social, ocupacional, familiar e pessoal) e/ou das pessoas com quem convive. O
estado de completo bem-estar físico, mental e social define o que é saúde, portanto, tal conceito
implica num critério de valores (valorativo), já que, lida com a ideia de
bem-estar e mal-estar.
As pessoas afectadas por problemas de
saúde mental são muitas vezes incompreendidas, estigmatizadas, excluídas ou
marginalizadas, devido a falsos conceitos, que importa esclarecer, tais como:
- As doenças mentais são fruto da imaginação;
- As doenças mentais não têm cura;
- Os indivíduos com problemas mentais são pouco inteligentes,
preguiçosas, imprevisíveis ou perigosas;
Estes mitos, a par do estigma e da
discriminação associados à doença mental, fazem com que muitas pessoas tenham
vergonha e medo de procurar apoio ou tratamento, ou não queiram reconhecer os
primeiros sinais ou sintomas de doença. Os indivíduos afectados por
problemas de saúde mental são cidadãos de pleno direito. Não deverão ser
excluídos do resto da sociedade, mas antes apoiados no sentido da sua plena
integração na família, na escola, nos locais de trabalho e na comunidade.
A escola deverá promover a integração
de crianças com este tipo de perturbações no ensino regular. Deverão ser
criadas mais oportunidades no mundo do trabalho para as pessoas portadoras de
doença mental. O envolvimento das famílias nos cuidados e na reabilitação
destas pessoas é reconhecido como factor chave no sucesso do tratamento.
Como
Técnicas de Apoio Psicossocial devemos ajudar este público não estigmatizando,
mas sim, apoiando, reabilitando e integrando.
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